quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Capítulo 11: Influência do Além

~Eclipse

Apenas quando o sol começou a surgir e a lua ia para seu descanso, foi que parei de correr. Minhas roupas e meu corpo estavam encharcados de suor. Durante o começo do percurso eu ouvi passos me seguindo e por isso não parei para descansar nenhum segundo. Mesmo quando meu corpo gritava de dor e minhas pernas latejavam, eu não parei. Minha vida dependia disso. Quando eu finalmente saí da floresta e cheguei na cidade, meu corpo estava perto de falecer. Me agachei na primeira viela que encontrei e cochilei em meio a sarjeta.


~Eclipse

No meu sonho, eu beijava Audrey, um beijo demorado e cheio de saudade. Fazia tempo que eu não a via e queria tirar todo o atrasado com aquele beijo. Na realidade, Rockruff lambia meu rosto. Não era doces beijos da minha namorada e sim lambidas do meu Pokémon favorito.
- Ei, amigo, como está? - Me ajeito na parede fria e mexo o pescoço. Todo em mim doía, até lugares que eu nem sabiam que existiam estavam incomodando. Olho para o céu e vejo que o sol já está alto. Já se passavam do meio dia. - Saindo sozinho de pokébola de novo, hein?
Coço a cabeça do Pokémon e ele me da uma mordida carinhosa na mão.
- Está com fome? - Pergunto, enquanto me levanto com muito esforço.
- Au au au! - Lati o pequeno Rockruff, saltando em minhas pernas com a língua para fora.
- Eu também. - Minha vontade era de entrar no primeiro restaurante que encontrasse e comer uns 3 quilos de comida, porém hvia algo mais importante para se fazer. - Infelizmente não iremos comer agora. - Rockruff abaixa a orelha e me olha tristonho. - Vamos para a delegacia.

~Moon

Enquanto meu corpo estava num barco, cruzando o mar, rumo a um lugar desconhecido, minha alma, espirito, sei lá o que eu seja agora está em Melemele. Minha vontade era permanecer perto de Black e continuar tentando alertar e ajuda-lo, mas por alguma razão eu havia simplesmente surgido em Melemele. O lugar especifico? Um que eu já conhecia. Uma igreja nova, que havia surgido a poucas semanas e que ganhava cada vez mais força. Seu líder é um homem jovem, que havia perdido a esposa gravida no inicio das catástrofes. Eu havia o conhecido no funeral de Lillie, que havia sido a poucos dias, mas que pareciam semanas.
A seita criada por Mahara, o nome me veio a mente, como se eu sempre soubesse, pregava o ódio contra os deuses, dizia que Solgaleo e Lunala não eram os seres benevolentes como a maioria acreditava. Mahara estava certa e por algum motivo, o mundo conspirava para que eu estivesse ali.
O local estava cheio, todos ouvindo atenciosamente as palavras de Mahara. Oliver era o único que não ligava e ficava correndo pelo salão, com os Pokémon ao seu lado.
Procurei entre as pessoas que estavam ali um rosto conhecido, talvez meu proposito ali seria com outra pessoa, porém não reconheci ninguém.
Créditos ao autor
Foi quando olhei para Mahara e vi ao seu lado o Vulpix, o Pokémon era branco feito neve e estava deitado aos pés do homem, que nem devia perceber sua presença. Entretanto, quando me aproximei eu vi que ele percebia sim, mas não da forma como eu esperava. Mahara tremia de frio, mesmo Alola sendo uma região tropical e quente. Vulpix estava influenciando na temperatura do homem, fazendo ele ficar com frio.
Peguei o Pokémon em meus braços e o tirei de perto de Mahara, que logo parou de tremer.
- Você tem que tomar cuidado. - Falo para o pequeno Pokémon, enquanto o aconchego em meus braços. Vulpix lambe meu rosto e pula de meus braços, voltando a se aconchegar de junto do homem. - Ei, não faça i...
Antes que eu terminasse minha frase escutei um barulho. Um som tão insignificante que ninguém mais escutou e nem mesmo eu escutaria se não estivesse daquele jeito, naquela dimensão. Porém o que me chamou mais atenção foi a reação de Mahara. Ele começou a tremer ainda mais, enquanto Vulpix se aconchegava entre suas pernas.
Tentei pegar Vulpix novamente no colo, mas ele cravou as unhas nas pernas de Mahara e não soltava de jeito nenhum. Enquanto isso o homem continuava tremendo e falando com seus fieis.
Resolvi deixa-lo ali e fui a procura do som. Oliver estava ocupado e nem percebeu quando eu saí do prédio e segui por uma viela ao lado. Era noite (pelo menos nessa dimensão) e o lugar parecia aparentemente vazio. O beco levava aos fundos de um velho apartamento e havia muito lixo espalhado.
Quando finalmente escutei o som, corri em sua direção. Parecia o choro de algo, por isso me preocupei ainda mais. Porém ao chegar no fim da viela, não encontrei nada. Respirei fundo (ou pelo menos tentei, eu não precisava de ar naquele lugar) e me concentrei, como Drad havia ensinado. Olhei para longe, procurei aonde não havia nada e continuei a pensar no som que havia escutado.
Meus olhos doíam de tanto eu apertar e eu mordia os lábios com tanto força que começaram a sangrar. Mas valeu a pena. Eis que na minha frente, onde até então não havia nada, surge uma pequena criatura. Seus pelos eram marrons, onde havia pelo. Varias partes do corpo apresentavam queimaduras e o coro estava exposto. O Pokémon brandia de dor, mas tão baixo que ninguém escutaria. Não havia ninguém para ajudar.
Me aproximei mais e tentei pega-lo, mas meus braços só fizeram atravessar seu corpo. Porém isso não foi totalmente inútil. Quando toquei seu corpo eu senti sua dor e descobri que era um Vulpix.  O Pokémon estava tão machucado e sujo que praticamente não parecia da sua espécie. Mas importante que isso, eu descobri que aquele Vulpix machucado, era o mesmo que acompanhava Oliver e eu.
No mesmo instante entendi porque eu havia surgido ali, naquela igreja e porque Vulpix estava agindo estranhamente.
Dessa vez não resolvi dar a volta e entrar pela porta. Atravessei a parede do prédio e adentrei como um fantasma no salão. Corri até Mahara que continuava tremendo e discursando.
- Ei, você precisa me ajudar! - Grito perto dele, mas ele nem percebe. - Vamos lá, você precisa ajudar esse Vulpix!
Mas nada acontecia. Mahara continuava sem me ouvir. Oliver escutando meus gritos correu até o palco.
- O que aconteceu, tia?  - Pergunta ele, rodeado pelos outros Pokémon. Será que todos eles estavam naquela mesma situação? Sofrendo sozinhos, prestes a morrer definitivamente?
- O corpo do Vulpix está aqui ao lado, quase morrendo! - Falo, desesperada. Lagrimas espirituais descem pelo meu rosto e eu estou prestes a desabar, quando Vulpix se aproxima e começa a lamber meu rosto. - Precisamos ajuda-lo, mas Mahara não me escuta.
Oliver era apenas uma criança e estava sofrendo mais do que alguém merecia, mesmo assim ele continuava rindo e brincando. Porém naquele momento, ele estava serio e parecia um homem formado.
- Não se preocupe. Iremos ajudar Vulpix de qualquer jeito! - Diz ele, determinado. - Vamos pessoal, me ajudem!
Oliver se agarrou nos trajes de Mahara e começou a puxa-lo, logo Minior, Oricorio, Rattata e Meowth foram ajuda-lo. Mas ele não conseguiram mover o homem, que permaneceu parando, falando.
- Temos que achar um meio de influencia-lo a ir até lá fora. - Digo, enquanto o garoto e os Pokémon continuavam tentando puxar o homem. Não tínhamos aquele tipo de força naquela dimensão, mas se Vulpix podia influencia-lo, fazendo o sentir frio, nós também poderíamos de alguma forma.

~Sun

O corpo de White estava em meus braços. Caitlin havia deixado eu ficar ao lado dela depois de muito reclamar. Mas ela estava muito ferida e continuava sangrando, foi apenas depois que a jovem morena trouxe curativos e remédios que eu pude fechar os olhos por alguns segundos e pensar um pouco. White ainda estava gravemente ferida, mas agora não morreria de hemorragia e a dor aliviaria um pouco com a ajuda dos analtelgicos. Eu tinha que pensar agora no próximo passo. No momento estávamos num barco, rumo ao esconderijo desses bandidos. Caitlin havia sumido logo após entrar na lancha. O resto havia adentrado também, menos o encapuzado, que foi mandado atrás de Eclipse.
Se o garoto conseguisse fugir e achar a policia, teríamos uma pequena chance, do contrario, dependia somente de mim. Porém eu estava num estado de inutilidade máxima. Todos os meus Pokémon haviam sido confiscados e eu não queria sair do lado de White Além disso, eu estava em constante vigilância. Havia um homem e uma mulher que revezavam em me vigiar e cochichar entre si, tinha também o velho que pilotava a lancha e a garota de cabelos cacheados.
E mesmo que eu conseguisse fazer algo e lutar contra eles, para onde fugiria? Só havia agua ao nosso redor, não havia para onde ir.
A única coisa que restava comigo era a Pokédex, mas sem Rotom conectado a ela, o aparelho servia apenas para informações de Pokémon, não havia acesso a internet ou qualquer outra coisa, por isso foi uma surpresa quando ela apitou. Apenas meus pés estavam presos, amarados ao barco, por isso eu tinha as mãos livres. Olhei para meus vigias, mas eles estavam concentrados em si mesmo, por isso puxei o dispositivo, que mostrava uma mensagem na tela:
Quem é o verdadeiro inimigo?
Como aquela mensagem havia chegado? Quem havia mandado? Eu não sabia responder, mas havia bastante tempo para pensar.

~Eclipse

Se eu tivesse ido comer antes de ir para a delegacia eu pelo menos teria morrido de barriga cheia. Agora eu estava prestes a se assassinado e ainda por cima estava com fome. Me esperando algumas ruas antes da delegacia, um membro do grupo de Caitlin me interceptou. Se não fosse pelos instintos e pela agilidade de Rockruff, eu teria sido atingido por um poderoso Dark Pulse e provalvemente estaria nocauteado numa rua qualquer, a mercê do inimigo. Porém eu tinha Rockruff e ele era mais forte do que a maioria acharia.
Antes que o pulso negro me atingisse, Rockruff criou uma enorme rocha que serviu como escudo. A energia do ataque acabou destruindo a pedra e continuou avançando, mas nisso eu não estava mais surpreso e consegui fugir.
- Lutar será pior garoto. - Disse o homem, trancando minha única saída. Durante minha evasiva do ataque eu havia pulado para um beco sem saída, agora havia um assassino impendendo minha fuga. - Entregue-se e prometo que não sofrerá.
- Eu tenho uma proposta melhor. Me deixe passar antes que eu cague nas calças.
O homem abaixou a cabeça coberta pelo capuz e riu, era o momento de contra atacar.
- Rockruff use o Stone Edge!
O Pokémon late e fixa sua patas no chão e delas brotam diversas rochas azuis que avançam contra Pangoro.
- Hammer Arm!
Com apenas um poderoso e veloz soco, Pangoro destruiu as afiada rochas que Rockruff havia convocado.
- Sem gracinhas moleque ou será pior. - O homem e seu Pokémon avançam e só me resta recuar, até encostar no muro. Era o fim da linha. Eu poderia convocar outro Pokémon, mas Pangoro era veloz e qualquer movimento brusco poderia provocar um ataque contra mim. Só me restava apelar a Rockruff.
- Ei, amigão, que tal a gente fazer aquela parada legal novamente? Eu não me importo. - Falo para meu Pokémon que está ao meu lado, ele me olha e balança a cabeça. Coloco a mão no meu bolso e agarro o velho medalhão do meu avô. Faço uma pequena prece aos deuses e grito:
- Agora!
Rockruff late junto ao meu grito e avança. Ele olha para o seu e fecha os olhos, torço para que aconteça novamente. Na primeira vez que aquilo aconteceu, eu não esperava. Eu estava numa floresta a noite, treinando até tarde. Foi então que Rockruff começou a brilhar, como brilhava agora. Ele estava evoluindo.
Como se a luz solar surgisse dele, o corpo do Pokémon começou a crescer e a se modificar. Quando ele parou de crescer e o brilho cessou, um novo Pokémon estava na nossa frente.
Era Lugarugan, em sua forma Midday. Por algum motivo que eu não sabia explicar, Rockruff podia evoluir e depois retornar a sua forma primaria. Na primeira vez, ele havia se tornado um Lugarugan na forma Midnight e agora ele estava na forma que assumia quando evoluía de dia. De qualquer forma, aquela era minha chance de vencer.
- Crunch!
Tão veloz quanto o vento, Lugarugan avançou contra Pangoro e lhe deu uma forte mordida na perna.
A perna do nosso oponente no mesmo instante começou a sangrar e Pangoro caiu de joelhos.
- Seu pivete atrevido! Como ousa...
- Sandstorm!
Lugarugan deu um poderoso latido e convocou uma tempestade de areia. A força do ataque foi tão forte que jogou Pangoro contra o chão, assim como seu treinador, que teve o capuz levantado. O rosto do homem era conhecido, eu já o tinha  visto varias vezes na TV, batalhando e dando entrevistas. O único problema é que ele deveria estar morto.

~Moon

Fiquei cara a cara com Mahara, mesmo que o homem na verdade não estivesse admirando minha linda cara e sim a cara de dezenas de outras pessoas, alguns, talvez, tão lindas quanto a minha.
- Mahara, me escute. - Falei, devagar e alto. Eu sabia que ele não estava escutando, mas falar ajudava no processo. - Você irá ir lá fora e encontrar um Vulpix machucado, você irá cuida-lo e um dia eu voltarei para pega-lo. Mas primeiro você precisa ir lá fora.
Me afastei e como combinado, Meowth subiu em Mahara e com seu rabo começou a mexer no nariz do homem. No mesmo instante ele começou a expirar.
- Está funcionando! - Gritou Oliver, alegre.
- Sua vez Oricorio! - Chamo o pássaro vermelho, que começa a dançar em redor de Mahara.
Como se estivesse escutando a mesma musica que o Pokémon dançava, Mahara começou a balançar os pés e sacudir o corpo.
- Isso é muito engraçado. - Gargalhou Oliver, enquanto imitava os passos do Pokémon. Estava funcionando, Mahara estava cada vez menos concentrado no mundo real e mais aberto a influência daquela dimensão.
Sem eu precisar falar, Rattata entrou nas vestes do homem e começou a andar pelos seus braços. No mesmo instante Mahara começou a coçar os braços. Começou a errar as palavras do seu discurso. Ele estava cada vez mais aberto a influência.

- Vamos Minior! - Chamei o ultimo dos Pokémon, que ficou na frente do rosto de Mahara. A casca que protegia o Pokémon se quebrou e se soltou, revelando o verdadeiro Pokémon.
Com seus olhos hipnotizantes, Minior acabou o processo de influenciamento sobre o homem. Ele estava agora tão perdido que havia parado o discurso e olhava fixo para Minior, enquanto balançava os pés, coçava os braços e expirava. Seria uma cena engraçada, ainda mais para o publico, que não via os Pokémon ao redor do homem. Quando eu o visse de verdade eu teria que pedir desculpa por passar por aquele mico, mas agora eu tinha que acabar de influencia-lo.
Peguei o Vulpix no colo e voltei a me aproximar de Mahara. Oliver se juntou a mim e peguei em sua mão e juntos, repetimos:
- Mahara, escute! - Eu e Oliver havíamos decorado aquelas falas e esperávamos que nós dois juntos tínhamos mais chance de fazer Mahara ser influenciado. - Do lado de fora da sua igreja, num beco, existe um Pokémon ferido. Um vulpix - Ao escutar seu nome, Vulpix ladrou - Ajude-o, por favor!
Acabamos de falar e esperamos a reação dele. Enquanto isso as pessoas cochichavam e ficavam se entre olhando, sem entender porque o sacerdote havia parado de dar seu sermão. Estava pronta para repetir tudo de novo, qunado Mahara se pronunciou.
- Desculpem-me, tive um pequeno devaneio. Eu... - Mahara coçou seus cabelos e do nada saiu correndo. Esperançosa o segui. Felizmente o homem acabou indo para o beco e lá encontrou o pequeno Vulpix ferido.
Em meu colo, a forma astral do Pokémon ladrou novamente, feliz por finalmente ter sido encontrado.



Pokémon Sol & Lua: A Missão – Escrito e publicado originalmente por meados de Setembro de 2016 sob o título "Pokémon SL Adventures". – A cópia, venda ou redistribuição desse material é totalmente proibida. Pokémon e todos os respectivos nomes aqui contidos pertencem à Nintendo.

Ao escrever a fanfic, os autores não estão recebendo absolutamente nada, ou seja, esta é uma produção artística sem absolutamente nenhum fim lucrativo. A fanfic foi projetada apenas como uma forma de diversão, de entretenimento e passatempo para outros fãs de Pokémon. ~
Capítulo escrito por Joka
A fanart acima foi encontrada na internet, NESTE Link.
Todos os créditos vão para o artista.

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