quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Capítulo 14: Truth Serum - Que a Verdade Seja Dita!



~Sun

Lunala tombou nocauteado, as asas de couro que antes tinham vida própria, assemelhando-se à imagem do espaço sideral murcharam como maracujás maduros e o pokémon perdeu o brilho interior que o mantinha acordado no momento em que todas as minhas esperanças morreram. Havíamos perdido.
— Por quê? — Eu perguntei, enraivecido. — Por que tudo isso, Arceus? Por quê?
Caitlin deu uma gargalhada maléfica que se intensificou pelas montanhas, fazendo eco e então me disse, em um tom prestativo:
— Por quê? Ah, eu vou lhe explicar o porquê!



POKÉMON SOL E LUA: A MISSÃO
Capítulo 14: Truth Serum - Que a Verdade Seja Dita!


~Hermia

Caitlin começou a agir de modo estranho. Começou a dar gargalhadas de capiroto, como se estivesse incorporando o próprio demônio. Era uma sensação de felicidade que extravasava seu corpo, mas acima disso: era uma macabra obscuridade, misturada com psicopatia. Aquela mulher estava louca, eu podia ver através dos seus olhos.
Antes de responder a pergunta que Black fizera, ela se abaixou, pegou a bazuca que armazenava a energia de Solgaleo e mirou em si mesma, disparando aquela rajada cósmica contra o próprio peito.
— Mas o que--
Avancei para tentar detê-la, mas Caitlin não morrera. Estava bem, muito bem.
— O que...?
Olhei para meus colegas Juan, Malena e Kilgry, buscando uma explicação para tudo aquilo, mas mesmo eles estavam visivelmente abalados. O que aquela mulher estava fazendo?
Caitlin apontou a arma de fogo para Lunala e absorveu a energia do pokémon lendário derrotado, depois pegou o mesmo revólver e apontou para si, liberando mais uma rajada de energia contra si. Dessa vez, a força foi tanta, que a derrubou de costas no chão, com brutalidade.
— O que você está fazendo? — Kilgry se aproximou da mulher, mas ela revidou com o braço em defesa, escapando das mãos dele.
— O que é que está acontecendo? — Perguntei a Juan, que parecia conhecer Caitlin há muito tempo e consequentemente, parecia saber responder àquela pergunta.
— Ela é mais egoísta do que vocês imaginam. — Ele disse. — Ela pegou Solgaleo e Lunala não para acabar com os deuses, mas para alimentar um vazio interior que a consome há anos.
— Como assim? — Perguntou Black, que também estava horrorizado, enquanto a mulher voltava a mirar em si mesma e energia extraída dos lendários.
— Isso é louca, não tá vendo? — Soltou Kilgry, mas ninguém estava a fim de suas gracinhas.
— Vou lhes contar a verdade por trás de "Caitlin", ou melhor... Ela. — Anunciou Juan, cujo Dragonite (junto de meu Krookodile, do Corte Rápido de Malena e do Jangmo-o de Kilgry) mantinha Black imobilizado, impedindo-o de juntar as outras pokébolas que haviam caído do saco.
O homem pegou o monóculo e começou a limpar com um pedaço de flanela que tirou do bolso, enquanto lentamente começou a falar da história de Ela Hall, I mean, a verdadeira história.

"Ela casou-se muito nova com Blake Hall, o herdeiro de uma empresa muito famosa: a Altru Inc, uma companhia de energia. A princípio, ela o amava, mas com o tempo, foi descobrindo quem o marido era. Ele utilizava a empresa como fachada para obter a "energia da vida", o fluido com princípio ativo que reside no interior de cada um: a aura, a alma, o espírito...
Blake era obcecado por isso. Ele descendia de uma linhagem de alquimistas que acreditavam na criação da pedra filosofal e no elixir da vida eterna, ideia originalmente proposta pelo 8º Kahuna, que por sua vez era o fundador da Altru. A empresa foi crescendo e passando de pai para filho até chegar nas mãos de Blake Hall e mesmo gerações e gerações depois, o objetivo da empresa continuava o mesmo: usar a energia da vida para criar a máquina perfeita, capaz de burlar as leis da morte.
Blake Hall enchia a cara sempre que um obstáculo aparecia na administração da Altru, e ficava muito violento. Certa vez, ele começou a bater em Ela, espancando-a e a violentando sexualmente. Quero dizer... Estupro continua sendo estupro, mesmo que o agressor seja o próprio marido, desde que a mulher não esteja de acordo em ter a relação com ele. Certa vez, ele começou a ter dúvidas cínicas quanto a lealdade de sua esposa. Ele achou que Ela estava o traindo e a prendeu.
Indefesa, Ela foi mantida em cativeiro nos porões da Altru, vigiada dia e noite por seu marido, que era extremamente ciumento, especialmente quando bebia. Durante o tempo em que ficou confinada, Caitlin engravidou pela primeira vez e esse foi o estopim da coisa toda..."

Caitlin começou a tossir enquanto seu corpo absorvia os nutrientes espirituais vindos de Solgaleo e Lunala. Ela se levantou lentamente, manteve-se de pé, tirou o óculos escuros que andavam presos em cima de sua cabeça e jogou desfiladeiro abaixo.
— Eu assumo daqui, Juan. — Ela disse, finalmente recobrando o juízo.
O homem assentiu, e então Caitlin continuou a contar a história, agora partindo de seu ponto de vista, o que tornava tudo mais assustador e aterrorizante.

"Tudo o que ele falou é verdade. Blake me batia. Blake me fazia de gato e sapato, mas o que eu, uma doce e frágil garota do sul podia fazer? Quando engravidei de meu primeiro filho... John... Blake estava estudando os momentos em que a energia líquida, o fluido espiritual se tornava mais intenso — Lágrimas começaram a escorrer pela cara de cínica dela enquanto contava esta parte da história — e ele acabou descobrindo que no momento do parto, o fluido da vida da mulher se torna mais perceptível e consequentemente, mais fácil de ser capturado.
Ele me fez de cobaia para seu experimento. Utilizou o conhecimento que tinha e fabricou armas, exatamente iguais a estas que estamos portando, capazes de absorver e redirecionar o fluido vital. Quando eu entrei em trabalho de parto, o inferno começou. Blake absorveu parte de minha alma e levou consigo a vida de meu filho...
Extasiado com seu sucesso científico, ele imediatamente tratou de me engravidar de novo. Dessa vez era Kyle. Ele queria obter mais da energia da vida e me usou novamente. Eu estava fraca, com a alma mutilada, literalmente. Um pedaço de mim havia se perdido e eu não tinha forças para evitar que isso acontecesse de novo. Mas eu podia pedir ajuda. E pedi. Implorei para que Juan, que na época era assistente de Blake em suas experiências, me libertasse.
E assim, antes de ele realizar a cirurgia que corromperia minha alma para sempre, Juan me ajudou a fugir. Eu concebi a Kyle e fiquei vivendo um tempo escondida, em uma cabana, longe de tudo e de todos.
Mas Blake me achou de novo, e desta vez, estando sóbrio, disse estar muito arrependido, que se sentia culpado pela morte de nosso filho, que não faria isso novamente e que eu tinha que voltar para ele. Voltei. Foi a coisa mais estúpida que eu já fiz na minha vida. A partir do primeiro gole, as agressões voltaram, e eu continuei presa dentro de minha própria casa.
Kyle era grande já e eu havia perdido muito mais de mim do que ele jamais poderia compreender. Ele me via sofrendo e eu não podia contar para ele o que me deixava tão triste e tão fraca. Eu só o queria ver feliz. Fazia de tudo para ver um sorriso no rosto de meu filho.
Então, Juan não aguentou mais me ver naquela situação e armou um golpe: roubou cerca de um terço (veja bem: um terço) da fortuna de Blake e só com isso, já se tornou o homem mais rico de todo um país. E não só isso, ele fez muito mais. Juan fez uma ligação anônima para os Rangers e a Altru Inc foi destruída. Ou melhor... A Team Dim Sun foi destruída e Blake Hall foi preso. Juan fugiu comigo e com Kyle ainda criança. Viemos para Alola, onde buscamos reconstruir nossas vidas do zero. Outras pessoas acabaram entrando na história, como o Kilgry, que era fiel a Blake, mas quando ficou sabendo dos abusos que ele fazia com a própria mulher, resolveu nos ajudar a fugir. Mas mesmo assim, o único que sabia de toda a história era Juan. E foi nele quem confiei minha vida naquele tempo e até hoje.
Nós éramos todos fugitivos, pois estávamos diretamente ligados aos experimentos de Blake.  Mesmo que eu fosse a vítima, eu havia assinado os documentos: eu era a esposa daquele canalha. Então, nos transformamos em Alola. Juan fundou uma Escola de Treinadores e eu, um ginásio. Resolvemos fingir que não nos conhecíamos, para que não levantassem suspeitas e ficamos anos sem nos falar. Até que eu tive uma ideia.
Eu comecei a ler um livro muito antigo que falava sobre as lendas da região de Alola e seu poder de conceder poderes aos outros. As lendas dos deuses e deusas que transferiam seu fluido espiritual para os outros. Aquilo parecia ser a cura para o buraco dentro de mim. Parecia ser o jeito de consertar minha alma, que havia sido dilacerada em anos e anos de experimentos que removiam pedaço por pedaço de minha psiquê, deixando-me cada vez mais fraca e debilitada. Mas com o poder dos lendários, eu teria o que foi tirado de mim outra vez..."

— Então você capturou os lendários para obter a sua energia vital de volta? — Perguntou Black, horrorizado. — Você destruiu milhares de vidas por causa da sua própria e insignificante vida? Egoísta!
O garoto cuspiu no chão em frente a Caitlin, enojado. E com razão. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo. Ela Hall nos usou para obter um benefício próprio, uma ideia tão egoísta, tão hipócrita, tão... Primitiva.
— Mas é claro! — Falei, finalmente compreendendo. — Caitlin está sem um pedaço da alma, por isso está agindo fora da razão. Por isso ela está fazendo tudo isso: Porque com o fluido da vida retirado de dentro de si, não consegue distinguir a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado.
— Exatamente. — Concordou Juan. — Sem alma, uma pessoa não passa de um corpo andando e Caitlin está quase neste estado. O pouco que sobrava da alma dela se foi quando Kyle morreu. Ela está devastada. O pouco que sobrou dela desapareceu por completo...
— E você não podia simplesmente ter feito uma oferenda aos lendários como fizeram os kahunas? Não podia simplesmente ter pedido a eles para que preenchessem seu corpo com sua alma de volta? — Perguntei diretamente a Caitlin, mas foi então que me toquei que se eu estivesse sem um pedaço de mim, eu também faria de tudo para tentar recuperá-lo.

— Eu tentei. — Falou Caitlin. — Fui atrás desses velhos ingratos para que me colocassem em contato com Solgaleo e Lunala. Mas eles não quiseram. Disseram que o dom dos deuses era uma maldição e não uma dádiva. Disseram que se eles me preenchessem com seu fluido vital, eu nunca mais morreria e nunca mais descansaria em paz.
"Foi então que comecei a prender os velhos. Um por um. E comecei a torturá-los para que falassem a verdade, para que me levassem até os lendários. E eu consegui. Encontrei as pessoas certas e as treinei para que viessem comigo e formassem a Team Dim Moon, um esquadrão só com os melhores treinadores pokémon... E foi assim que prendemos Solgaleo. E agora, Lunala...
Mas não pensem que isso é ruim. Não mesmo. Esses lendários... A história deles é sangrenta. Foram anos de sacrifícios de sangue para eles... Tão fúteis e cruéis, creem que os humanos estão abaixo deles, que somos seres desprezíveis.
Pois agora, matei dois com uma cajadada só: recuperarei minha alma e também livrarei os humanos do controle das divindades, que lhes fizeram mal por tanto tempo..."

— Não dá pra acreditar! — disse Black, incrédulo. — Você está tentando se fazer de vítima! Só porque os deuses são maus, não quer dizer que é certo usar a energia deles, muito menos prendê-los, espancá-los ou seja lá o que for! E mais: para que esse seu objetivo fosse alcançado, você destruiu casas, fez milhares de vítimas por toda a região de Alola! Você matou gente, Caitlin! Deixou pessoas desabrigadas, ativou a fúria da natureza: vulcões, maremotos, tsunamis, tremores de terra e sabe-se-lá mais o que!
— Não existe revolução sem morte! — Foi tudo o que ela me respondeu antes de pegar outro revólver e absorver mais do fluido vital de Lunala.
— B-Black... — Falei, a voz falhando ao perceber minha ingenuidade em acreditar que Caitlin era só mais uma visionária querendo um mundo melhor. — Você... Está certo. Esteve certo esse tempo todo. Caitlin... Ela tinha um bom propósito, mas a falta de alma a fez perder a razão. Eu não quero que mais ninguém se machuca por causa disso. Eu me entrego.
Quando falei aquilo, Krookodile se moveu e veio para perto de mim.
— O que está fazendo? Você não entende, garota? — Pergunta Kilgry horrorizado ao perceber que eu estava mudando de lado. — Caitlin foi violentada! Ela merece ter sua alma de volta!
— E quanto aos deuses? Quem se importa? Eles são estúpidos, são sangrentos! A vida das pessoas será muito melhor sem eles! — Defendeu Malena.
— Seja como for — Eu disse —, eu sei que Caitlin merece ter sua alma de volta. E sei que os deuses são maus. Mas aquelas pessoas... Todos aqueles que se foram antes do tempo... Eles não estavam envolvidos com isso e sofreram mesmo assim. E a culpa não é de ninguém mais ninguém menos do que a Team Dim Moon. É por isso que estou deixando a equipe e estou fazendo isso.
Peguei todas as minhas pokébolas e lancei-as ao ar, deixando que meu time de seis pokémon entrasse em campo.
     
Automaticamente, a reação de Kilgry e Malena foi defender sua líder, lançando seus próprios parceiros para a batalha. Das três pokébolas que Kilgry lançou, completando o time junto de Jangmo-o, surgem um Alolan Muk, Alolan Ninetales e Togedemaru.
  
Das três pokébolas de Malena, juntam-se a Corte Rápido, a Cauda-Quente (Salandit), o Petrificado (Minior) e por fim o Desmembrado (Mimikyu). Agora eram oito contra seis. Eles estavam na vantagem sem nem ao menos terem pedido ajuda a Juan.
  
— Esta luta não é pra mim! — O velho com cara de mordomo então toma uma decisão inesperada. Monta em seu Dragonite e vai embora, voando e fugindo da batalha...
— WHAT THE HELL! O que há com vocês? Será que não há lealdade em seus corações? — Pergunta Malena.
— Há lealdade sim! Lealdade à vida, à justiça e às boas causas! — Respondi, já entrando no clima da batalha — Krookodile, Crunch! Metagross, Take Down!
 
Os dentes de Krookodile energizaram-se enquanto que em Metagross, essa reação aconteceu em todo o seu corpo, que passou a emanar um brilho amarelo. Os dois juntos então avançaram fisicamente contra seus oponentes, em golpes à queima-roupa.
— Lurantis, Solar Blade! Tsareena, Trop Kick!
 
Enquanto Lurantis carregava sua lâmina de energia solar, um ataque de longa distância, Tsareena também aproveitou a deixa para um ataque físico, preparando-se para desferir um chute floral em seus adversários.
 — Oricorio, Teeter Dance! Hakamo-o, Sky Uppercut!
 
Oricorio começou a executar sua dança da confusão, um ataque de status, encobrindo Hakamo-o que também lançou um golpe físico, utilizando de seus punhos para causar danos.
— Muk: Gunk Shot! Ninetales, Ice Shard! Togedemaru, Thunder!
  
Dos pokémon de Kilgry, uma rajada de lixo tóxico, seguida por pontiagudas pedras de gelo e raios de eletricidade saraivaram o ar.
— Cauda-Quente: Sludge Bomb! Petrificado: Power Gem! Desmembrado: Slash!
  
Já da parte de Malena, seus pokémon atacaram uma bomba de lama envenenada, rajadas extraídas de pedras e um corte físico.
— Jangmo-o: Headbutt!
— Corte-Rápido: Icicle Crash!
 
Com a adição dos dois outros que faltavam, a confusão rolou solta. Uma troca de ataques sem fim, repleta de explosões, luzes, socos e pontapés tomou conta do lugar. E isso me dava tempo para trocar uma ideia com Black.
— Pegue. — Joguei para ele um item que poderia ajudá-lo (e com certeza o faria).
Black apanhou a bala conhecida por Rare Candy e voltou sua atenção para Caitlin, que estava alheia à batalha, sugando e tomando o fluido de Solgaleo e Lunala como criança comendo doce.
— Derrote-a! Eu cuido deles! — Avisei e então voltei o foco para meus pokémon, que estavam tendo sérios problemas. De qualquer modo, eu havia garantido um tempinho extra a Black. Agora estava tudo nas mãos dele.




Fala pessoal! Aqui é o Kevin com maaaaais um capítulo de SL Adventures! Desta vez eu tentei deixar a história próxima do formato que os últimos capítulos de XY Adventures vinham tomando, com bastante batalhas e trocas de movimentos. Este é o capítulo de nº 14 e revela bastantes coisas sobre o plano de Caitlin, que no fim era pra ser uma coisa "boa", só que como ela não está com todas as suas faculdades mentais devidamente no lugar, ela acabou perdendo a razão e fazendo com que milhares de pessoas sofressem por uma coisa que só pertencia a ela, em seu lado íntimo. Chamá-la de Egoísta confere? Confere. Mas quem sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa sem um pedaço da alma? Talvez se Blake Hall não tivesse mutilado o fluido vital de Caitlin, ela pensaria de uma maneira diferente. Talvez se ela tivesse alguma porcentagem a mais de alma, ela já evitaria a morte de muita gente... Quem sabe? Quando a alma se corrompe ou é roubada, a pessoa perde a razão e não age por vontade própria, o que quer dizer que Ela Hall, em sua íntegra consciência, com pleno espírito, não tem culpa de ter sido responsável por instigar os lendários, que acabaram criando desastres naturais que levaram muita gente embora (tipo a esposa de Mahara ou a Lillie)... Será?
Para esta história, eu me inspirei em Illyana Rasputin, a Magia, dos Novos Mutantes/X-men, que foi para o inferno e perdeu um pedaço da alma e agora ela faz de tudo para recuperar a alma que perdeu, ganhando inclusive uma forma diabólica por estar sem parte do seu espírito. 
O mesmo acontece posteriormente com Megan Gwynn, a Fada (minha personagem preferida), que dá sua alma para Illyana para salvar seus amigos do limbo. Mas voltando a atenção à pokémon, eu queria fazer com que Caitlin tivesse um bom plano e no final desse tudo errado. E foi o que aconteceu. Ela aproveitaria que os lendários eram maus para roubar a energia deles e livrar os humanos de suas bizarrices, mas no fim, ela acabou matando um monte de gente inocente no processo. E é aí que eu lhe questiono: Quem são os verdadeiros bandidos? A Caitlin mutilada ou os Lendários? A Team Dim Moon ou Blake Hall, que começou tudo isso? Ou melhor: O 8º Kahuna que fundou a Altru Inc? Esse é o tipo de pergunta que fica sem resposta. Não haverá uma "definição" de vilão. Cada um interpreta da maneira que melhor compreende, portanto, para alguns (como eu), a Caitlin nunca foi uma vilã, porque sua alma estava incompleta, tornando-a uma "zumbi" incapaz de ter qualquer tipo de empatia, mas para outros (como a Hermia), ela é sim uma bandida por ter feito com que as pessoas morressem (culpa direta dos deuses / indireta de Caitlin) e sofressem em suas mãos, ainda que a própria mulher esteja em uma situação no qual não possui juízo completo ou quaisquer faculdades mentais para distinguir o certo do errado.
Novamente, eu gostaria de deixar bem claro que não haverá um "lado do bem" e um "lado do mal". Todos ali têm uma parcela de culpa e todos estiveram envolvidos nos acontecimentos, incluindo os pokémon lendários. Agora cabe a cada um de vocês, leitores, interpretarem quem tem a real culpa ou não na história. Deixem nos comentários o que vocês acham: quem está certo e quem está errado e o que vocês esperam do próximo episódio da série, que fechará a história em três diferentes partes (como foi com o número 05).

Os loucos que cometem crimes devem ir para a prisão ou para o hospício? É esse o questionamento que fica no ar...




Capítulo escrito por #Kevin_
A fanart acima foi encontrada na internet, NESTE Link.
Todos os créditos vão para o artista.



Pokémon Sol & Lua: A Missão – Escrito e publicado originalmente por meados de Outubro de 2016 sob o título "Pokémon SL Adventures" – A cópia, venda ou redistribuição desse material é totalmente proibida. Pokémon e todos os respectivos nomes aqui contidos pertencem à Nintendo.

Ao escrever a fanfic, os autores não estão recebendo absolutamente nada, ou seja, esta é uma produção artística sem absolutamente nenhum fim lucrativo. A fanfic foi projetada apenas como uma forma de diversão, de entretenimento e passatempo para outros fãs de Pokémon. ~

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